segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

PMDB deixa quadro eleitoral indefinido


Da Redação do Potiguar Notícias

Indefinição. Esta é a situação atual da pré-campanha no Rio Grande do Norte. Com apenas um candidato declarado (o vice-governador Robinson faria, do PSD), o cenário político é uma incógnita. Muito por culpa do PMDB, partido que dará as cartas na campanha, mas, não consegue nem defiunir um candidato ao Governo, nem as alianças que fará.

 Nos alpendres se fazem conjecturas e alternativas para a formação de chapa. A eleição de 2014 é uma das mais atípicas, pela quantidade de indefinições. A situação provoca uma série de cenários expostos para um pleito em que o governador deverá sair de uma das chapas de oposição.

Além disso, não há senador disputando a reeleição porque o mandato atual é exercido pelo veterano Garibaldi Alves (PMDB), que com mais de 90 anos não vai tentar mais um mandato.

Neste momento todos os principais líderes e partidos estão na oposição. O DEM da governadora Rosalba Ciarlini está isolado. Há uma série de especulações. uma dá como certa a formação de uma chapa com Fernando Bezerra (governo), João Maia (vice-governador) e Wilma de Faria (Senado). Essa é a chapa dos sonhos do PMDB, mas há um problema: o PT. A legenda já tem Fátima Bezerra lançada para o Senado. Os petistas não aceitam se aliar com o PSB por causa da candidatura de Eduardo Campos a presidente da República.

O PT também não aceita dividir palanque com PSDB e DEM que podem se aliar ao PMDB. As alternativas são tantas que o DEM poderia tirar o direito de reeleição de Rosalba e em troca indicar o vice da chapa do PMDB, que poderia ser o deputado estadual Getúlio Rego, além de garantir uma boa chapa proporcional.

Consta que para ser candidato ao Governo, Fernando Bezerra exige não enfrentar Wilma. O problema é que a líder socialista lidera as pesquisas para Governo e Senado. Sendo a segunda disputa mais equilibrada com Fátima Bezerra, que tem um nome mais consolidado para o pleito. Mesmo assim, Wilma indicou esta semana que tem a vontade de exercer um mandato parlamentar.
Sem Bezerra, restaria ao PMDB buscar um outro nome internamente, mas há carência de quadros. Restaria apoiar uma candidatura de outro partido, hipótese amplamente rejeitada pelos caciques. O nome natural no PMDB é o do ministro Garibaldi Filho, mas ele rejeita a ideia de entrar na disputa. Se Wilma decidir disputar o Governo, ela se isola, porque o PMDB acomodaria Fátima na chapa do Senado. Restaria o PSD de Robinson Faria. O problema é que o vice-governador já se lançou candidato ao posto máximo da política potiguar. Espera quem ficar de fora da chapa do PMDB para formar palanque. Ou seja, tudo depende do PMDB se definir.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

3º Mpb Jazz reúne artistas de Natal e de Nova Orleans dias 30 e 31 no Teatro Riachuelo

Música Potiguar Brasileira e Jazz em sua versão genuína. É essa a proposta do 3º MPB JAZZ, que traz para o público natalense a oportunidade de conhecer o verdadeiro Jazz de Nova Orleans por meio de cantores renomados e ainda desfrutar da boa música de artistas locais. O evento acontece nos dias 30 e 31 de janeiro, a partir das 20h, no Teatro Riachuelo.
Com o patrocínio da COSERN e do Governo do Estado por meio da Lei Câmara Cascudo de Incentivo à Cultura, o 3º MPB JAZZ apresenta Simona Talma (Natal), um tributo a Ella Fitzgerald e Louis Armstrong intitulado “The Ella & Louis Tribute Band” por Eileina Dennis e Leon Brown (Nova Orleans), Duo Taufic (Natal), Aurora Neadland (Nova Orleans) e traz de volta à Natal, a nova diva do jazz de Nova Orleans, Germaine Bazzlle.
Na primeira noite musical o público potiguar vai poder apreciar o timbre e a performance singulares da cantora e compositora Simona Talma apresentando canções ancoradas no blues e no Jazz. Recentemente, Simona foi uma das potiguares a representar o Rio Grande do Norte no programa global The Voice Brasil esbanjando seu talento original e cheio de personalidade.
Na mesma noite, sobem ao palco dois artistas de Nova Orleans, a cantora Eileina Dennis e o trompetista e cantor Leon “Kid Chocolate” Brow, estreando o espetáculo-tributo a dois gigantes do Jazz, Ella Fitzgerald e Louis Armstrong.
No dia 31 de janeiro, o Duo Taufic abre a noite mostrando sua sonoridade versátil e peculiar, que deixa transparecer a bagagem musical adquirida ao longo dos anos e o imenso conteúdo criativo proporcionado pelo diálogo entre o violão e o piano.
Na sequencia, o público será brindado por Aurora Nealand, um dos maiores destaques da nova geração do Jazz de Nova Orleans, mostrando, em seu repertório, o Jazz tradicional com frescor, descontração e improvisações de sax e clarinete.
Para encerrar a noite, volta a Natal uma joia de Nova Orleans: Germaine Bazzle, que fez estrondoso sucesso na 2º Edição do MPB JAZZ. Famosa por sua notável habilidade para fazer scats (improvisações vocais de fonemas em substituição a uma letra de música), Germaine se apresenta ao lado da banda 504 Experience e promete um espetáculo inesquecível.
Como é de praxe nos eventos da Green Point Produções, o 3º MPB JAZZ disponibilizará uma cota de ingressos sociais para os pacientes do Hospital Severino Lopes e jovens da Ilha de Música.
Baseado no lema de Nova Orleans “Laissez les bons temps rouler” (deixe os bons tempos rolarem), Natal será tomada pelo charme peculiar do berço do Jazz transitando entre o tradicional e o improviso moderno, e mesclado com a adaptação potiguar do ritmo.

RETROSPECTIVA
Idealizado pela cantora Valéria Oliveira e produzido pela Green Point Produções, o MPB JAZZ teve sua primeira edição em Natal, em agosto de 2010, com uma apresentação da potiguar ao lado da cantora de Nova Orleans, Tricia Boutté.

SERVIÇO:
Ingressos: A partir de R$ 15,00 (meia entrada)
Data: 30 e 31 de janeiro de 2014
Local: Teatro Riachuelo
Hora: 20h (abertura das portas 1h antes)
Atrações:
30/01: Simona Talma e The Ella & Louis Tribute Band com Eilleina Dennis e Leon “Kid Chocolate” Brown.
31/01: Duo Taufic, Aurora Neadland e Germaine Bazzle com 504 Experience.


Foto: Divulgação

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Ódio a Lula e Dilma tem origem elitista (e não assumida)

Cefas Carvalho

Já li diversos textos que tentam analisar e entender o ódio que Lula e por extensão Dilma e o PT despertam em algumas pessoas. Não se trata de diferença ideológica, crítica pontual, antipatia, não. É ódio mesmo, favorecido e facilitado pela democracia das Redes Sociais. Gente que no dia a dia talvez seja cordial e pacata, mas, que, à simples menção do nome de Lula, esbraveja adjetivos e se porta como um marinheiro bêbado em cabaré de cais do porto.
Claro que há gente de todo naipe entre esses que cultuam o ódio, mas, um tipo se destaca: o elitista. Sim, aquele cidadão (ou cidadã) que, independente de classe social, cor, conta bancária, tem uma sensação de que as coisas estão fora de ordem. É um cidadão que gosta de pompa e circunstância, protocolos e rapapés, que acha bonito uniformes dos Dragões da Independência e ternos italianos. Enfim, gente que, no fundo, acha que presidente da República tem que ter "porte" de presidente (seja lá o que isso for). Gente que simpatiza com FHC (que é "estadista", seja lá o que isso for) pois fala bonito, em vários idiomas e tem diploma na Sorbonne. Que relativiza a violência militar por gostar de "ordem" e por ter uma atração irresistível por fardas e condecorações. E se o general-presidente tiver nome italiano (Médici) ou alemão (Geisel), o glamour fica ainda maior. Collor? Teve seus defeitos, mas é um homem bonito, de "berço", filho de Senador (Arnon, que atirou em colega em pleno senado) e de família rica. Enfim, presidente tem que ter "cara" de presidente. Tudo bem que imigrante pau de arara nordestino tenha seu lugar ao sol, mas, chegar à Presidência... Ainda mais sem diploma de curso superior, errando as concordâncias, baixinho e chegado a cachaça e futebol. Mas, nada é tão ruim que não possa ficar pior. Quando se imagina que um paulista, "culto" (Serra), católico praticante (Alckmin) retomasse a cadeira de presidente para quem tem "berço" ou "formação", eis que uma mulher separada, sem ter pai ou marido importante, baixinha, sem glamour, sem oratória, se meter a ser presidente, ou presidenta, neologismo que ela não pode se dar ao luxo de criar sem ser corrigida á exaustão. Claro, uma mulher na presidência seria positivo, mas, por que não uma que se vista bem (Roseana Sarney) ou que saiba falar (Yeda Crusius) ou ainda glamourosa (Rita Camata). Enfim, quando os índices de aumento de empregos, queda da inadimplência, economia estabilizada, progressos da habitação não convencem o cidadão e ele continua espinafrando impropérios, principalmente em relação ao comportamento social e ao físico de Lula e Dilma, é batata, como diria Nelson Rodrigues. O cara é elitista e não sabe, ou quer disfarçar. Deve ser aquele pessoal que no primário olhava o livro de História e achava lindas as ilustrações e fotos daqueles nomes pomposos, Deodoro da Fonseca, Rodrigues Alves, Afonso Pena, Campos Sales, quase todos militares ou empresários do eixo Rio-São Paulo-Minas. Esses tempos passaram, queridos. Pena que nem todo mundo percebeu isso.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

A preço de hoje, Robinson é "candidato único" ao Governo do Estado

Cefas Carvalho

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) não deve tentar a reeleição. Wilma de Faria (PSB) oscila entre se candidatar ao Governo do Estado, o Senado ou mesmo à Câmara Federal, de acordo com as circunstâncias. O PMDB quer lançar candidato ao Governo, mas Henrique Alves e Garibaldi  Filho descartam candidaturas. Idem Walter Alves e Fernando Bezerra.
Em suma, se a eleição fosse hoje, teria candidato único: Robinson Faria (PSD). Vice-governador rompido com a governadora, Robinson sabe que pode ter em 2014, o cavalo selado passando à sua frente. Sem o peso eleitoral de Wilma, Henrique, Rosalba ou Garibaldi, Robinson não tem "travas" como os demais. Wilma pode penar com uma candidatura pífia à presidência de Eduardo Campos e ainda colher os efeitos negativos da condenação à prisão do filho, Lauro Maia. Rosalba conta com índices altíssimos de desaprovação. Henrique e Garibaldi não estão dispostos a trocar o poder e a pompa e circunstâncias palacianas de Brasília pelo Governo (principalmente Henrique que tem péssimos resultados para o Executivo). Já Robinson sabe que não tem espaço para tentar se reeleger vice-governador. Em contrapartida, uma volta fácil à Assembléia Legislativa já parece pouco para ele, tendo como certa uma reeleição do filho Fábio à federal.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Prefeito de Parnamirim se reúne com secretariado e apresenta metas para 2014

O prefeito de Parnamirim, Maurício Marques realizou nesta quinta-feira dia 16, a primeira reunião com o secretariado para avaliar as ações desenvolvidas em 2013 e apresentar as metas para este ano. Durante a reunião, o controlador do município, José Maria da Silva, fez um balanço da situação financeira do Município e mostrou relatórios com os investimentos realizados pela administração nos últimos cinco anos. Os detalhes dos projetos para 2014, como a construção de escolas, da Estação de Transbordo de Resíduos Sólidos e a construção do Centro de Iniciação Esportiva da cidade, estarão contidos na mensagem anual do prefeito que será lida na Câmara Municipal de Parnamirim no próximo dia 15 de fevereiro.



Foto: Assecom/Divulgação